No comunicado que se seguiu à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), o colegiado optou por repetir a justificativa da primeira alta de 0,50 ponto porcentual da Selic, dada em maio passado. O BC argumentou que a decisão ajudaria a colocar a inflação em declínio e também a assegurar a continuidade da tendência no próximo ano. A definição pelo aumento de meio ponto foi unânime entre os diretores e o presidente do Banco Central (BC).
"A decisão só confirma a avaliação de que vão continuar esse ciclo na mesma velocidade", avaliou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves. Para ele, o Copom promoverá mais uma alta de 0,5 em agosto e outra em outubro, quando já será possível vislumbrar a desaceleração da inflação acumulada em 12 meses.
Segundo a pesquisa Focus divulgada no início desta semana, a aposta majoritária de analistas é que a taxa encerre 2013 em 9,25% ao ano, mas a média das estimativas tem revelado uma tendência de alta nos últimos dias. E não só para este ano, mas para todo o prazo consultado pelo BC, até 2017.

Câmbio
Um fator que passou pela mesa de discussões da diretoria do BC foi a escalada do dólar. Ainda que o diretor de Política Econômica, Carlos Hamilton de Araújo, tenha enfatizado recentemente que o repasse do câmbio para a inflação é menor atualmente do que há uma década, analistas refazem suas previsões para os índices de preço deste e do próximo ano, levando em conta mais essa pressão. Desde a reunião do Copom de maio, a apreciação da moeda norte-americana foi de pouco mais de 7% em relação ao real.

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