Da Redação
Aumenta a adesão ao movimento ‘‘caminhonaço’’ que reunirá produtores de todo o País em Brasília no próximo dia 16. Um dos núcleos organizadores, o de Paranavaí, recebe uma média de 50 adesões e pedidos de informações. Segundo José Edegar Pereira, presidente do Sindicato Rural de Querência do Norte e membro da comissão, todos estão acreditando no impacto do movimento. Ele acha que na sua passagem por Londrina, dia 13, o movimento estará bem volumoso. É que, em Londrina a caravana do Noroeste do Paraná se juntará às caravanas de Erechim (MS) - ponto de partida -, de Xanxerê (SC) e Guarapuava, que reunirá produtores do Sul do Paraná. Em Presidente Prudente, no dia 14, essas caravanas vão contar com a adesão do Mato Grosso do Sul. De Uberlândia, no dia 15, somando produtores de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, o movimento partirá para Brasília com 1.800 a 2.000 caminhões.
Para lançar a idéia do caminhonaço, Paranavaí promoveu manifestação local na quarta-feira que reuniu 140 produtores grandes, médios e pequenos, segundo José Edegar, e não 40 ‘‘fazendeiros’’ como foi divulgado anteriormente. Edegar lembrou que o caminhonaço se realiza pela segunda vez e tem organização própria dos produtores, sem qualquer relação com o movimento dos caminhoneiros que, observou, ‘‘também é sério e mereceu o apoio dos agricultores’’. Endividamento agrícola, Direito de propriedade e recuperação da renda são as três reivindicações básicas dos produtores.
Enquanto outros setores da sociedade se organizavam politicamente, os agricultores passavam seu tempo no campo produzindo alimentos e divisas. E os políticos aprovaram leis contra os interesses da produção. Agora os produtores querem reverter a situação e mostrar sua força. Pior que agir com atraso é perder o ânimo de lutar e legar uma covardia histórica para seus filhos e netos. Eles querem evitar esse risco fatal.

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