Organização evita politizar discurso
Ribeirão Preto - Os organizadores da Agrishow evitaram dar declarações de cunho político e trataram o governo Dilma Rousseff (PT) como algo que pode ou não ser mantido no Congresso. Houve ausências sentidas de representantes do governo federal na feira, como a da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, defensora da presidente e que não apareceu na abertura deste ano.
O governo federal foi representado pelo ministro da Defesa, Aldo Rebelo, que apenas enalteceu o agronegócio e os produtores rurais como agentes da redução da fome no País, sem entrar no mérito de defesa de Dilma.
Os momentos de maior tensão foram durante o pronunciamento do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Enquanto ele falava, dois homens se levantaram com cartazes e começaram a gritar palavras de ordem sobre a falta de reajuste salarial para professores e as investigações sobre corrupção na compra de merenda no estado. Depois, Alckmin foi duro com o governo federal, sem citá-lo diretamente, mas ao dizer que a economia "derrete" com frouxidão fiscal, gastos exagerados na máquina pública e juros altos.
A feira
A Agrishow é a maior feira de máquinas do País e apresenta novidades desde na agricultura familiar até em implementos agrícolas e de construção. Os negócios gerados em 2015 foram estimados em R$ 1,9 bilhão e a previsão para 2016 é igualar os valores. São 800 marcas expositoras em uma área de 400 mil metros quadrados, com expectativa de receber 160 mil visitantes de mais de 70 países. A feira vai até quinta-feira. (F.G.)





