Organização esbarra na informalidade
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quarta-feira, 06 de agosto de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba A organização da cadeia produtiva da carne esbarra na informalidade do mercado interno. Os consumidores estão sem poder aquisitivo e quando compram carne, priorizam o preço em detrimento da qualidade. Daí a dificuldade do produtor em investir na modernização desse segmento. A rede de supermercados Carrefour é uma das raras empresas de varejo que pagam um diferencial aos produtores interessados em participar do programa ''Garantia de origem da carne bovina''.
Para participar desse programa, um grupo de 28 pecuaristas paranaenses se uniram e estão trabalhando com técnicas de rastreabilidade, sanidade, qualidade para ofercer um carne de acordo com as exigências da rede supermercadista como sabor, maciez e coloração adequada. A união do grupo foi organizada pela zootecnista Maria Eloá de Souza Rigolin, que está enfrentando dificuldades para ampliar o número de consumidores para carne de padrão melhor.
Apesar desse programa, o Carrefour também coloca a carne comum em suas gôndolas, mais barata para não perder competitividade com as demais redes que priorizam apenas o preço na compra da carne. Por causa disso, o Carrefour que previa comprar inicialmente 250 cabeças por semana dos produtores paranaenses, estão comprando apenas 60 cabeças para abastecer as quatro lojas que tem no Estado - três em Curitiba e uma em Londrina. Segundo Rigolin, o consumo de carnes em geral no Carrefour caiu 20% este ano. ''Daí, a dificuldade de ampliar as vendas ou encontrar novos clientes que valorizam a qualidade'', disse.


