Orgânicos e têxtil serão beneficiados
O presidente da Associação Alternativa Pé na Terra, David Chagas, que trabalha com produtos orgânicos, afirmou durante o lançamento que o Pro-Amusep beneficiará cerca de 250 produtores do Noroeste do Estado. ''Eles vão receber treinamentos específicos com profissionais altamente qualificados, que darão suporte desde a organização do setor até a assistência técnica e o trabalho de base'', disse.
Atualmente, na região de Maringá, os produtos orgânicos mais difundidos são café, hortaliças, soja e frutas, produzidos principalmente por micro, mini e pequenos produtores. ''É um setor novo, que depende da migração do convencional para o orgânico. Os produtores estão numa fase de adaptação a um novo sistema de trabalho'', explicou Chagas.
A agricultura orgânica passa por um processo de desintoxicação do solo, que dura cerca de três anos e a partir daí, os produtores não utilizam mais produtos químicos. ''Nossa maior dificuldade era a falta de apoio técnico. O convênio vem agilizar esse processo e dar suporte aos produtores, sem custo.''
Têxtil - Outro setor que será beneficiado pelo Pro-Amusep é o têxtil. Cerca de R$ 6 milhões devem ser aplicados, principalmente na qualificação da mão-de-obra. ''Não temos condição de trabalhar sem pessoal capacitado'', afirmou o presidente da Associação Paranaense da Indústria Têxtil e de Confecção (Vestpar), Valdir Antônio Scalon. Ele explicou que o setor é um dos que mais crescem nos últimos anos. ''Só na região de Maringá, na década de 80 eram cerca de 30 empresas, hoje são mais de 1.200, empregando 50 mil pessoas nos municípios atendidos pela Amusep.''
Ele comparou que, nos últimos dez anos, houve um incremento na formação de profissionais como estilistas e produtores de moda. ''Com isso, ficamos com uma defasagem grande na parte mais técnica, que envolve costureiras, mecânicos de máquinas e modelistas.'' De acordo com levantamento da Vestpar, o mercado tem disponível atualmente cerca de 2 mil vagas para costureiras. ''É o setor que mais precisa de investimento'', ressaltou Scalon. (M.O.)





