O Paraná é o primeiro Estado do País em número de produtores de alimentos orgânicos, com 6.500 pessoas investindo nas lavouras sem agrotóxico, mas o terceiro – atrás de São Paulo e Rio Grande do Sul – em volume de produção. A Emater ainda não tem números oficiais, mas a safra 2006/2007 chegou perto de 105 mil toneladas, 17% a mais do que na safra anterior, quando foram colhidas 94.448 toneladas. A quantidade não é suficiente para atender a demanda, que cresce entre 30% a 50% ao ano, enquanto o aumento da produção varia entre 15% a 25% ao ano.
  ‘‘A nossa produção é mínima para atender a quantidade de pessoas que procuram uma alimentação saudável. Precisamos aumentar, pelo menos, em dez vezes a produção’’, informa Iniberto Hamerschmidt, coordenador estadual de olericultura e agricultura orgânica da Emater-Paraná.
  A falta de incentivo por parte dos órgãos públicos, os custos, a burocracia e o tempo necessário para converter uma lavoura do sistema convencional para o orgânico são apontados como os principais entraves para o incremento da produção. Apesar da quantidade de produtores, as áreas cultivadas são pequenas - três hectares em média.
  O processo de conversão da lavoura leva em média três anos, o que faz os produtores, muitas vezes, desistirem no meio do caminho. ‘‘Primeiro é preciso fazer a limpeza do solo contaminado com agrotóxicos, depois vem a etapa de introduzir o calcário, adubos verdes e orgânicos’’, explica Hamerschmidt.


O principal produto orgânico do Paraná são as hortaliças, cujas plantações estão concentradas nas regiões de Curitiba, Maringá, Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu

São 1.200 produtores, a maioria pequenos. Só a Região Metropolitana de Curitiba responde por 50% da produção estadual

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