Ordem de serviço confunde e agita mercado
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de março de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Uma ordem de serviço que teria sido assinada pelo superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, agitou o mercado ontem. O comunicado, confuso, dava a entender que o superintendente estava liberando a soja transgênica para exportação, desde que fosse segregada e rotulada.
A assessoria de imprensa do porto se apressou em desfazer o mal-entendido, alegando que a distribuição da ordem de serviço para a imprensa foi um ato de ''terrorismo''. Segundo a assessoria, a imprensa de todo o País ligou para pedir maiores explicações sobre o comunicado.
Hoje, o procurador jurídico do porto, Mauro Maranhão, vai fazer uma análise detalhada do que diz a nota, cuja cópia também chegou na Folha. Ela faz menção à legislação federal que libera o plantio, comercialização e exportação de soja transgênica, desde que seja devidamente identificada.
A justificativa do porto é que a soja sem laudo de transgenia negativo deve ser rotulado para ser enviado para outro destino. O objetivo é evitar a retenção por muito tempo dos caminhões carregados com soja transgênica como ocorreu com os 13 primeiros caminhões flagrados com o produto geneticamente modificado.
Quando foi distribuída no meio da tarde, a ordem de serviço correu como pólvora entre as principais agências e corretoras de mercado que operam com soja no Paraná. Na corretora Safras e Mercados, de Curitiba, a notícia chegou a ser recebida com alívio.


