ORÇAMENTO DOMÉSTICO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
Vira e mexe e os gastos com as despesas da casa não cabem no orçamento familiar. Todo dia tem alguém reclamando que faltou dinheiro para pagar as contas. A desculpa pode ser o salário curto e insuficiente. Mas muitas vezes, o que acontece é a falta de planejamento.
Segundo o economista Francisco Simões, o fundamental para não perder o controle das finanças é colocar todas as despesas básicas no papel e fazer as contas. ''As pessoas já sabem mais ou menos o que gastam todo mês. Por isso, dá pra fazer um levantamento no início de cada período e saber o quanto aquilo vai pesar no orçamento e se vai sobrar alguma coisa'', disse.
Simões lembra que o orçamento deve ser organizado em relação ao salário líquido. ''Muita gente calcula a partir do salário bruto, que é maior, e acaba perdendo o controle. Sempre vai faltar dinheiro'', esclarece. Para não ultrapassar os gastos também é importante conter a compulsão consumista. ''Tem gente que não pode passar na frente de uma vitrine: vê um objeto de desejo e quer comprar. Daí não tem dinheiro, se espreme e faz em diversas prestações'', frisa o economista.
Os gastos mensais não seguem uma regra, porém o consumidor pode disponibilizar parte da renda com algumas despesas. Conforme Simões, as despesas com alguel, por exemplo, não devem ultrapassar 25% do ganho mensal. Alimentação já não dá para prever, depende muito de cada família, mas ainda assim dá para controlar. ''O melhor é fazer a conta, somando todos os quesitos, não isolando nada, inclusive os gastos com as saídas para comer fora'', adianta ele.
Simões afirma que, antes de gastar com itens supérfluos, o interessante é ter certeza que o orçamento será suficiente para arcas com as despesas básicas. Automóveis e eletrodomésticos, por exemplo, só devem ser comprados de forma parcelada, se o consumidor vislumbrar a possibilidade do sobrar alguma coisa do salário.


