Brasília O Programa de Financiamento às Exportações (Proex) contará com R$ 196 milhões a mais em 2003 para alavancar uma parcela das exportações brasileiras, um crescimento de 8,82% em relação ao orçamento do ano passado. Os recursos previstos no Orçamento deste ano para as duas linhas a de financiamento direto e a de equalização somarão R$ 2,416 bilhões. O Banco do Brasil, gestor do programa, prepara ainda o desmonte de reformas implementadas por decisão do governo anterior no programa, como a retomada do acesso de grandes empresas ao Proex-financiamento, e novas mudanças, como a criação de uma nova linha de pré-embarque, ou seja, para beneficiar a produção de bens destinados ao mercado externo.
Segundo Rogério Lot, gerente-executivo da Diretoria de Governo do Banco do Brasil, 97,5% do total de recursos previstos no orçamento para o Proex no ano passado, de R$ 2,2 bilhões, foram desembolsados. Esses R$ 2,1 bilhões permitiram a alavancagem de US$ 5,5 bilhões em vendas de produtos e de serviços brasileiros ao exterior e cobriram, portanto, 9,1% da pauta brasileira de exportação. Esse desempenho ficou aquém ao de 2001, quando a mesma cifra em reais permitiu a alavancagem de US$ 8,2 bilhões, por conta das oscilações na taxa de câmbio ao longo do ano passado.
Em 2002, apesar do desempenho razoável das exportações, a linha de financiamento do Proex beneficiou 1.075 operações 12% mais que em 2001 e 308 empresas 5% mais. Trata-se de um mecanismo que financia as vendas brasileiras com prazos de 60 dias a 10 anos, cuja taxa de juros é uma das mais baixas do mercado, a Libor (cerca de 2,3% ao ano atualmente). O objetivo, segundo Lot, foi o de privilegiar os embarques realizados por pequenas e médias empresas, que responderam por 69% das operações de exportação que incursaram por essa linha ou por US$ 107 milhões.
Já a linha de equalização de taxas de juros, que contou com R$ 1,140 bilhão em 2002, foi capaz de alavancar US$ 5,1 bilhões em exportações.

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