Orçamento do BNDES crescerá 30% em 2005
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quinta-feira, 03 de junho de 2004
Alaor Barbosa<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro- O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está trabalhando com um orçamento de R$ 60,8 bilhões para 2005, o que representa aumento de quase 30% em relação aos R$ 47 bilhões projetados para este ano.
A informação é do vice-presidente do banco estatal de fomento, Darc Luz Costa, ao detalhar o lançamento do Planejamento Estratégico do banco para o período 2004/2007. Com isso, o banco praticamente dobrará o seu orçamento no governo Lula, considerando que no passado os desembolsos atingiram R$ 33 bilhões.
Segundo Costa, cerca de 70% desses recursos já estão garantidos e virão basicamente do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e de retorno de financiamentos já concedidos pelo banco. Os restantes 30% deverão ser captados no mercado interno ou internacional.
Costa disse que o banco está ''retomando'' as atividades de planejamento e deverá concluir o seu Plano Estratégico 2004/07 até o final do ano. ''Estamos retomando uma atividade clássica de um banco de desenvolvimento, que é planejar a sua atuação e a inserção do banco na economia'', afirmou.
Ele citou que o novo modelo buscado pelo banco se inspirou na experiência dos anos 70 e que o objetivo é criar condições para que o País volte a crescer ao ritmo de 7% ao ano.
Segundo ele, o banco estatal está deixando de trabalhar com o conceito de ''cenários'' para se fixar em ''metas'' específicas. Com isso, passará a ter uma postura mais ativa na economia e passará a desenvolver projetos que considera importantes, mesmo que não haja proposta nesse sentido no banco.
Costa ressalvou, porém, que a intenção não é substituir a iniciativa privada por empresas estatais. ''A ênfase do banco sempre foi a de apoiar a iniciativa privada e vamos continuar assim. O nosso esforço é para apoiar a criação de um forte empresariado nacional, com atuação global'', disse o executivo.
Após a aprovação do plano pela diretoria, o BNDES deverá submeter o projeto ao governo federal, com o Plano Estratégico da instituição se inserindo no planejamento nacional. A intenção do banco é identificar os principais gargalos na economia e propor programas específicos para equacionar esses problemas.
Além da diretoria executiva, o BNDES vai envolver 585 técnicos para a elaboração do seu Plano Estratégico 2004/07, segundo informou Costa. O plano prevê a criação de sete câmaras setoriais, divididas em 43 grupos de trabalho, cada um cuidando de setores específicos da economia nacional, além de questões sociais e do relacionamento do banco com outras instituições do governo. O vice-presidente do BNDES citou como exemplo o caso da siderurgia.


