''Não existem curas miraculosas nem soluções mágicas. Temos que gastar menos e arrecadar mais.'' Depois destas palavras, o presidente Fernando De la Rúa explicou que um dos setores que terá que ser revisado, para poder gastar menos, será a lei de ''co-participação'' federal.
Esta lei é a que determina a distribuição das verbas para as províncias, obtidas com parte da arrecadação tribuitária que é distribuída. Mensalmente, a União está obrigada a enviar US$ 1,36 bilhão às províncias.
Esta lei é o calcanhar de Aquiles das empobrecidas províncias do país, já que em média a ''co-participação'' cobre 65% de seus gastos. Existem casos como a província de La Rioja, que recebe da União fundos para cobrir 96,6% dos gastos.
O governo De la Rúa, por recomendação do FMI, está preparando uma nova lei de co-participação, que não terá mais um valor fixo como o atual. Dentro do espírito de déficit fiscal 0% que impera no esfera federal, a intenção da nova lei é a de que a União somente enviará a quantia de dinheiro que tiver, e nem um centavo a mais.
Além disso, o governo terá que encaminhar em setembro a lei de Orçamento Nacional para o ano 2002, que terá que incluir um gasto de US$ 6 bilhões. Este corte atingirá as províncias duramente, pois seriam eliminados planos sociais e de criação de empregos, além de fundos para o pagamento dos professores públicos.
As províncias reagiram rapidamente ao anúncio de De la Rúa, e rechaçaram os cortes. O principal protesto proveio dos governadores do Partido Justicialista (peronista), da oposição. Os peronistas controlam 14 das 23 províncias do país, entre elas, as mais importantes.
(Leia mais na página 11 do primeiro caderno)

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