Oração marca início da moagem
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de maio de 1997
Da Redação 
A Destilaria Cofercatu, da Cooperativa Agropecuária de Porecatu, iniciou ontem a moagem de cana da safra 1997/98 que vai processar 700 mil t de matéria-prima, produzir 40 milhões de litros de álcool; 500 mil sacas de açúcar e garantir 1.600 empregos diretos em 10 municípios daquela região. Houve cerimônia religiosa no pátio da indústria, em Florestópolis, com a presença de mil pessoas. A área a ser colhida é de 8,3 mil ha. Em seis meses de atividade - a moagem vai até novembro -, a agroindústria projeta recolher para os cofres públicos R$ 3.500.000,00 em ICMS e R$ 1.030.000,00 em IPI. O faturamento previsto é de R$ 24.100,000,00.
Através da distribuição de rendas nas zonas rural e urbana, a destilaria é responsável pela mudança do Perfil sócio-econômico da região. A geração de empregos mudou os indicadores (de pobreza) do município de Florestópolis, que já foi objeto de notícia nacional. Esta mudança, o presidente da Cofercatu, José Otaviano Ribeiro, atribui também à Pastoral da Criança, à comunidade e autoridades locais.
Entre trabalhadores do campo e da indústria, os investimentos sociais ultrapassaram a R$ 380 milhões ano passado. Para o pessoal da indústria, foram aplicados R$ 331.770,68 em vários setores como clínica médica, odontológica, etc; reembolsos e subsídios para a alimentação de trabalhadores da indústria (foram servidas 97.829 refeições).
Para o pessoal de campo, além de assistência médica, o Plano de Assistência Social aplicou R$ 51.550,00 somente em alimentação. Foram consumidos 130.650 pães, 1.640 quilos de margarina e 34.050 litros de leite.
Cooperativa sólida Esta é a 12ª safra da Destilaria. Conforme dados fornecidos pelo secretário da Cofercatu, Sérgio B. Rodrigues, e pelo gerente da Destilaria, Álvaro Guerra, a empresa tem apresentado crescimento anual desde o início de suas atividades, em 1986. Evoluíram produção e produtividade. O volume de cana moída passou de 228.000 toneladas na primeira safra 1986/87), para 700 mil t previstas para este ano. Os ganhos em produtividade cresceram de 69,06 t/ha em 1989, para 80 t/ha este ano. O presidente da Cofercatu, José Otaviano Ribeiro, observa que este aumento de produtividade se deve à competência dos produtores que têm investido em tecnologia. Na safra 96/97, o rendimento industrial foi de 82,25 litros/t. Ágio de 24,18%. O rendimento agrícola foi de 77,19 t/ha.
Além da função social e econômica da destilaria para aquela região, técnicos, funcionários e a própria diretoria comemoram o fato da Cofercatu ser uma organização sólida e com os pés no chão. Sobreviver numa economia de tanta turbulência, já é vantajoso. Crescer, mesmo que a passos moderados, pode ser visto como uma grande vitória.


