Brasília - O teto de votos do governo no Senado ficou mais reduzido depois da absolvição do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), na última quarta-feira. A estimativa é que, hoje, o Palácio do Planalto conte apenas com 41 do total de 81 votos de senadores. Esse número é insuficiente para aprovar a emenda constitucional que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. São necessários, no mínimo, 49 votos para a CPMF ser aprovada.
''O nosso teto de votos piorou. Antes tínhamos uns 43 votos. A situação do governo no Senado para aprovar a CPMF é muito difícil'', reconheceu o primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC). Inconformados com a absolvição de Renan, senadores de oposição que votaram no passado com o governo, como na reforma da Previdência, prometem se posicionar agora contra a CPMF. Tanto tucanos quanto democratas garantem que não votarão a favor da contribuição nem mesmo com pedido dos governadores.
''Para não aprovar a CPMF, a oposição precisa apenas de 33 votos. É uma situação bem diferente do caso do Renan, quando precisávamos de 41 votos para cassar o seu mandato'', observou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE). Para aprovar a emenda da CPMF são necessários 49 votos.

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