A bancada de oposição do governador Jaime Lerner (PFL) na Assembléia Legislativa bateu o martelo ontem e decidiu começar a elaborar um projeto para revogar a Lei 12.355/98, que autoriza o Poder Executivo a vender a Copel. Os oposicionistas alegam que o texto da lei prevê que o governo deve ‘‘primordialmente’’ investir 70% do que arrecadar com a venda no fundo de previdência e 30% em outros investimentos, como saúde e educação.
‘‘O fundo já estaria capitalizado com recursos da antecipação dos royalties e o governo pode decidir dar outro destino aos recursos’’, argumentou Orlando Pessuti (PMDB), líder da oposição. O projeto propondo a revogação deve estar pronto até dia 15 de fevereiro, quando iniciam os trabalhos da Assembléia. Outra manobra dos deputados é brigar para aprovar projeto do deputado José Maria Ferreira (PSDB) que estabelece a realização de um plebiscito com a população para decidir a venda da Copel.
Segundo Pessuti, no dia 21 de fevereiro haverá uma reunião com entidades – como Associação Comercial do Paraná e Ocepar, sindicatos e universidades – para discutir a questão. A oposição ainda promete visitas aos municípios do Interior, combatendo a venda.
Fontes ligadas ao Palácio Iguaçu informam que o governo está preocupado com a repercussão da privatização entre a população – principalmente porque em 2002 haverá eleição – e prepara uma ‘‘campanha de conscientização’’ sobre a necessidade de vender a companhia de energia estatal.

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