Oposição espera reunir 1 milhão em ato no dia 10
James Alberti
De Curitiba
A oposição ao governo Fernando Henrique Cardoso espera a participação de 1 milhão de pessoas no ato de paralisação nacional proposto para o próximo dia 10. A espectativa de público é bem superior ao da Marcha dos 100 mil, organizada pelas mesmas entidades em agosto deste ano. Ontem, em Curitiba, integrantes de entidades ligadas ao Fórum Estadual de Luta por Trabalho, Terra, Cidadania e Soberania discutiram a organização do protesto no Paraná. A manifestação será feita em defesa do emprego e da soberania nacional, conforme afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente da Silva, o Vicentinho, ao anunciar a greve geral.
O presidente da CUT no Estado, Roberto Von Der Osten, disse não ter estimativa de quantos paranaenses vão participar da manifestação. No entanto, segundo Der Osten, não deve haver greve geral no Paraná. Nossa preocupação não é de que seja uma greve geral. A paralisação se dará onde houver possibilidade concreta, disse. Conforme ele, categorias como os bancários e os professores da Universidade Federal do Paraná devem parar.
Em Curitiba, o início do protesto está marcado para as 7 horas, nas escadarias da UFPR. De lá, os manifestantes seguem para a Boca Maldita. Não há horário marcado para o fim do ato. O presidente da CUT estadual acredita que esse seja o momento para fortalecer a luta contra a modelo econômico de Fernando Henrique. A análise de Der Osten é de que a crise irá piorar, principalmente, porque as grandes privatizações já foram realizadas. Uma greve geral somente seria deflagrada, então, com o agravo da revolta da população do Estado, considerada conservadora por ele. O limite da sociedade é o limite do Fórum, afirmou.
O cronograma de preparação do protesto no Estado conta com a distribuição de 50 mil panfletos e a colagem de dez mil cartazes.





