'Oposição dos EUA é intriga'
O presidente Fernando Henrique Cardoso classificou de intriga e de conversa fiada a informação de que o governo norte-americano reprova a aproximação da Argentina com o Brasil, fortalecendo o Mercosul para obter apoio à sua política econômica. Isso é intriga, imagina! Qual é a posição dos Estados Unidos, qual é a posição do Brasil? É a mesma. Nós hoje sabemos que é preciso que haja um sistema econômico mais sólido no mundo, que é tudo que queremos, e os americanos também, disse FHC, durante entrevista em Moscou (leia mais na página 3).
Ele afirmou que tem contatos frequentes com o governo dos EUA e que seus ministros também. Não existe isso, é conversa fiada, disse. O presidente reafirmou que a economia brasileira não será afetada pela crise argentina, além do que já foi. Os reflexos que sofremos com a crise argentina foi o comércio, que, embora não seja predominante, é importante. Mas isso não impediu que expandíssemos o comércio no ano passado. Houve essa separação natural entre as situações porque elas são diferentes.
A crise da Rússia, em 99, foi muito mais grave para o Brasil, segundo o presidente. Porque foi num momento em que nós não tínhamos ainda a solidez que nós temos hoje. O sistema financeiro internacional interpretou naquele momento como se fosse necessário estancar os financiamentos, e aí que nos pegou, agora não. Segundo FHC, o sistema financeiro internacional compreendeu que as turbulências no mundo globalizado são frequentes e que não dá toda hora para fechar as torneiras do financiamento porque isso tem consequências muito negativas.
A crise econômica na Argentina não atingiu as bases da economia brasileira e isso demonstra que o mundo vem conseguindo reconhecer a solidez da economia brasileira, disse o presidente. FHC disse que os reflexos que o Brasil tinha que sofrer com a crise argentina já sofreu, especialmente no comércio, mas que os índices foram muito baixos e não conseguiram abalar a economia brasileira.





