Oportunidades para executivos em alta
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quarta-feira, 03 de novembro de 2010
Diogo Cavazotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O executivo paranaense tem um perfil diferenciado dos profissionais de outros Estados. Uma das características é ficar muitos anos na empresa e ser temeroso quanto buscar novas oportunidades. Dessa maneira, ele se acomoda e não expõe o trabalho realizado. Essa é a opinião do chefe de operações da DBM na América Latina, José Augusto Figueiredo, que completa: ''Geralmente esse profissional se submete a determinadas funções que não são obrigações do executivo'', explica.
Figueiredo defende que possuir um emprego vitalício não é bom. Portanto, estar disposto para buscar novas oportunidades que possam alavancar a carreira deve ser uma constante preocupação para o executivo. Uma das maneiras é saber o que a pessoa pode contribuir dentro da empresa e o que ela representa naquele lugar. ''Muitos executivos não sabem quais são os próprios diferenciais. Assim fica mais difícil em descobrir o mercado em potencial para cada um'', diz.
O Brasil vive um bom momento de mercado para executivos. Isso também reflete nas oportunidades existentes no Paraná. A multinacional DBM, empresa norte-americana de gestão do capital humano presente em 200 países, acaba de abrir escritório em Curitiba, em parceria com a Acta Desenvolvimento e Educação. Ela já estava presente em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e agora dá mais atenção ao trabalho realizado no Sul, em especial no Paraná.
Figueiredo conta que um CEO (executivo chefe de operações) não deve ficar mais de três anos em uma única empresa. E este pode ser um bom momento para realizar a mudança. A situação que o Brasil vive atualmente é diferente do resto do mundo. Por aqui ainda haverá emprego por conta do processo de crescimento do País, diferente do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos. Por isso, não está tão difícil encontrar grandes oportunidades em empresas. Ao passo que a situação do executivo melhora, a das empresas sai prejudicada. O motivo é a falta de gente capacitada para atuar em grandes cargos. ''Quem cuidou bem dos colaboradores na época da crise vai sofrer menos, pois está cada vez mais difícil encontrar talentos'', conta Figueiredo.
Para evitar a perda de funcionários que se destacam no trabalho, as empresas estão ficando melhor preparadas para ouvir o colaborador e ver se ele está satisfeito com o trabalho que realiza. ''Hoje existe também uma maior tolerância com os erros dos jovens, pois isso contribui para o aprendizado'', opina o chefe de operações da DBM.
Susane Zanetti, da ZHZ Consultores, vê uma tendência de que os executivos de fora costumam ir onde o trabalho está, o que geralmente não ocorre com pessoas do Paraná, exceto quando são transferidos pela empresa que já atuam. ''Quem é de fora flutua de acordo com o trabalho existente, diferente do que é visto com as pessoas daqui''.
Paraná e Santa Catarina já respondem por 10% do volume total de negócios da DBM Brasil. Segundo a empresa, Curitiba foi escolhida como sede do escritório pois o Estado possui grande número de empresas instaladas, que passam por significativos processos de transformação.


