Nem só de obras de arte ou gado vivem os leilões. Neles, também podem ser comprados de imóveis a produtos eletrônicos, com preços de 20% a 30% menores do que o mercado, em média. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, realiza anualmente pelo menos um leilão - nos estados do Paraná e Santa Catarina - disponibilizando dezenas de imóveis. Para aproveitar bem essas ofertas, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) dá algumas dicas para o interessado.
Em primeiro lugar é preciso avaliar as condições físicas dos imóveis, como pintura, encanamento e instalações elétricas. A análise deve ser cuidadosa porque, após a compra, fica complicado fazer uma devolução. ''Às vezes, os imóveis estão detonados, destruídos e pode não valer a pena fechar um negócio'', disse o gerente jurídico do Idec, Marcos Diegues. Na maioria dos casos, é possível vistoriar os produtos antes do leilão. ''Às vezes o preço do imóvel está abaixo do mercado, mas é porque o imóvel não está em boas condições. Então, só seria um bom negócio se a economia com a compra fosse o suficiente para bancar uma reforma posterior'', destacou o gerente do Idec.
Fora isso, é preciso observar se o imóvel está desembaraçado judicialmente. ''Se tiver alguma pendência na Justiça é melhor evitar'', salientou Diegues. Exija, por exemplo, certidões que comprovem que o imóvel não tem dívidas com condomínio ou IPTU atrasado, que podem ser transferidas para o comprador. Outra dica é verificar se o imóvel está ocupado. É de responsabilidade do comprador pedir a desocupação. ''Eventualmente o morador pode não querer sair e causar transtornos'', disse ele.
Além da Caixa Econômica Federal, diversos bancos vendem imóveis via leilão ou concorrência pública. No caso da Caixa, as propostas de compra devem ser apresentadas diretamente em alguma agência, dentro de um envelope, para posterior abertura. O imóvel é vendido para o pretendente que fizer a melhor oferta. Além disso, quem escolheu o pagamento à vista, ao invés de financiamento, também tem mais vantagens. Os interessados também podem usar o dinheiro do FGTS para a compra do imóvel em leilão.
Segundo o superintendente regional da Caixa em Londrina, Roberto Luiz Bachmann, a frequência de leilões depende da disponibilidade de imóveis e da possibilidade do banco preparar legalmente - colocar toda a documentação em ordem - o imóvel para a venda. Em média, são realizados leilões com no mínimo 100 unidades em oferta. Não existe nenhum pré-requisito parta participar das ofertas. ''É preciso apenas ter condições de pagar a compra. Possuir uma renda que comporte as prestações de um financiamento'', destacou Bachmann. Os imóveis que vão para leilão, são de proprietários que não conseguiram pagar o financiamento habitacional junto à Caixa ou à Emgea - empresa do governo. Até o final do ano, estão agendados dois leilões do banco para os estados do Paraná e Santa Catarina.

Serviço:
- Mais informações sobre leilões de imóveis no site www.caixa.gov.br ou no Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina (Sincil), tel. 43/3321-1123

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