Vendas aquecidas e queda da inadimplência. As boas notícias que pautaram o comércio neste ano devem ser repetidas neste último trimestre puxadas, principalmente, pelas festas de fim de ano. Movimento maior sempre reflete em mais ofertas de empregos e as expectativas são boas. Dados da Agência do Trabalhador e de entidades de classes patronais de vários segmentos do comércio apontam para um crescimento da oferta de vagas temporárias de cerca de 10% com relação ao mesmo período do ano passado.
O pico das contratações deve ocorrer a partir da próxima semana. ''Estamos apostando neste segundo semestre. A indústria contratou muito no primeiro semestre e se a indústria está produzindo mais, alguém vai ter que vender tudo isso'', salienta Roberto Gonçalves, gerente da Agência do Trabalhador de Londrina. A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) também aposta em um crescimento de 10% na oferta de novas vagas no comércio e de um incremento de 25% nos empregos das indústrias.
Os índices foram definidos através de um levantamento informal feito no final do mês passado com as empresas e as prestadoras de serviços de recursos humanos. Conforme a reportagem apurou esses percentuais devem ser os mesmos em Cambé (13 km a oeste de Londrina) e em Maringá (Região Noroeste). Os segmentos de concessionárias de veículos e de supermercados também devem ter resultados semelhantes.
Já na Zona Norte, as lojas de calçados e vestuário devem aumentar em 20% o número de contratações, comparando com o mesmo período do ano passado. As empresas de móveis e eletrodomésticos devem manter a quantidade de novos funcionários com relação a 2006. ''Aumentou o número de lojas e a população. Por isso, a estimativa é que as vendas cresçam entre 20% e 35% aqui na região'', aposta Neide Alves Silva, presidente interina da Associação do Comércio e Indústria da Região Norte (Acirenor).
As estatísticas revelam que em 2006 foram abertos 2.811 novos postos de trabalho, enquanto até agosto deste ano, esse número é de 4.852. ''Além do comércio e do setor de serviços, acreditamos que a construção civil irá empregar mais gente neste final de ano'', observa Roberto Gonçalves. A Agência do Trabalhador trabalha com uma meta ambiciosa: fechar este ano com a abertura de 7 mil novas vagas. ''Temos novas indústrias se instalando na cidade, a economia está crescendo, temos tido muita procura tanto por parte das empresas como dos trabalhadores'', comenta.
Segundo Ruth Hayashi, coordenadora de Recrutamento e Seleção da Labor Trabalho Temporário, durante todo este ano houve uma grande oferta de novas vagas de emprego. ''O ano passado foi bastante difícil devido à crise na agricultura, mas este ano houve um boom, tanto que não estamos percebendo o aumento de fluxo (de novas vagas) que normalmente ocorre neste período'', observa. Ela acrescenta que em 2007, setores ligados ao agronegócio chegaram a dobrar a oferta de empregos com relação ao ano passado.

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