Os namorados Gilberto Guilhen e Rafaeli Herrera, ambos empresários, procuram a oportunidade de fazer um ''bom negócio imobiliário'', possivelmente, um apartamento na Gleba Palhano. Já a administradora Karen Grings e o motorista Rodrigo Fernandes, casados, buscam uma casa que se encaixe no Programa Minha Casa, Minha Vida. Os dois casais vasculhavam as opções da 5 Feira de Imóveis de Londrina, que foi aberta ontem e prossegue até amanhã no Centro de Eventos do Catuaí Shopping. A expectativa da organização é gerar mais de R$ 50 milhões em negócios durante e após o evento. São esperados 13 mil visitantes.
O evento conta com 27 expositores que oferecem mais de 15 mil opções de imóveis - comerciais e residenciais - para compra e locação. Ontem no início da tarde - a feira abriu às 10 horas - ainda havia pouca movimentação, mas dava para perceber que as pessoas presentes estavam intessadas em achar um imóvel, seja fazendo consultas em estandes de construtoras e imobiliárias ou recorrendo à simulação de financiamento. Neste ano, três bancos estão presentes no evento: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Bradesco.
Na feira é possível encontrar imóveis a partir de R$ 50 mil até R$ 4 milhões. A maior demanda, no entanto, deve ser por unidades de três quartos na faixa entre R$ 100 e R$ 150 mil, segundo o organizador do evento, Sérgio Takao Sato. Para quem quer adquirir a casa própria ou trocar de imóvel, o momento econômico é dos melhores.
''Temos inflação baixa, taxa de juros baixa e maior prazo (30 anos) para pagamento. Essas condições fazem o momento efervescente'', analisa Marco Antonio Bacarin, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina (Sincil), uma das entidades promotoras do evento. Ele lembra que o conjunto de condições neste ano é mais favorável para o consumidor em comparação ao mesmo período do ano passado, quando havia a ''nuvem'' da crise financeira mundial.
Os expositores esperam fechar bons negócios. ''É o nosso segundo ano em Londrina; o potencial dos compradores daqui é incrível. No Paraná, depois de Curitiba, nosso principal mercado é Londrina'', valoriza Hilário Schwarz, de Santa Catarina, que está comercializando na feira apartamentos de alto padrão localizados na Praia Brava, em Itajaí (SC). São 14 torres com apartamentos de R$ 1.258 milhão (160 metros quadrados) e R$ 4,8 milhões (638 metros quadrados).
A construtora Artenge, de Londrina, faz na feira o pré-lançamento de um edifício na Gleba Palhano, com duas torres e 80 apartamentos cada. Os imóveis têm área total de 112 metros quadrados e os preços variam entre R$ 153 mil (1º andar) e R$ 229 mil (19º andar). Segundo Inês Bonato, parceira comercial da construtora, esses preços estão 5% abaixo do valor real durante a Feira de Imóveis. ''Estamos apostando em boas vendas. Só hoje (ontem até o início da tarde) já fechamos cinco negócios'', diz.
A imobiliária Raul Vieira, presente pela primeira vez na feira, está comercializando um condomínio residencial vertical na Zona Leste de Londrina, da construtora Favoreto. São quatro torres com 24 apartamentos cada, num total de 96 imóveis. Há opções de dois quartos (R$ 96 mil) e três quartos (R$ 127 mil). A construção está começando agora e a entrega acontece em 36 meses. Segundo o consultor imobiliário Manoel Molina, até tarde de ontem três negócios já tinham sido fechados na feira.
A 5 Feira de Imóveis de Londrina é realizada pela Tasa Eventos, de Maringá, em parceria com o Sincil, Sindicato da Habitação e Condomínios - Regional Londrina (Secovi) e Sindicato da Indústria da Construção Civil - Norte do Paraná (Sinduscon-Norte). A FOLHA é parceira do evento.
Serviço
5 Feira de Imóveis de Londrina
Quando: hoje (das 10 às 22 horas) e amanhã (das 14 às 20 horas).
Local: Centro de eventos do Shopping Catuaí.
A entrada é gratuita.

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