O anúncio de redução dos compulsórios foi recebido com satisfação pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho. Carvalho já fazia reinvidicações a respeito da redução dos compulsórios desde o último anúncio da queda na taxa Selic feito pelo Copom (Comitê de Política Monetária do BC). Em matéria publicada pela Folha no dia 16 de julho, Carvalho considerou significativa a redução da Selic em 1,5%, mas cobrou medidas mais efetivas do governo para o reaquecimento da economia. A redução dos compulsórios seria uma dessas medidas.
''Dessa forma, aumenta o volume financeiro disponível para os bancos, facilitando o pagamento aos investidores. O dinheiro que havia sumido da praça volta ao mercado''. Segundo o presidente da Fiep, a medida - ''um ato de ousadia'' - deve reestabelecer a confiança do País para a retomada do crescimento econômico.
No entanto, o ex-ministro da agricultura e ex-banqueiro José Eduardo de Adrade Vieira mostra-se mais cético quanto ao reaquecimento da economia simplesmente devido à redução do compulsório. Segundo ele, os bancos teriam a opção de comprar títulos do tesouro nacional com o dinheiro disponibilizado. ''É muito mais fácil para os bancos obter lucros com essa opção do que com a liberação de financiamentos''. Vieira explica ainda que, apesar de o BC ter a opção de colocar uma determinada quantidade de títulos à venda que não comprometeria a liberação de crédito, o déficit do Banco seria muito grande para arriscar. ''Uma boa opção para o governo seria determinar, por resolução, que o uso desses recursos liberados com a redução do compulsório para a compra de títulos fosse limitado''.

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