Opiniões divididas na Higienópolis
A Avenida Higienópolis próximo a esquina com a Avenida Paraná concentra o maior número de lojas que permanecem abertas no horário especial. Entretanto, alguns varejistas estão optando em fechar mais cedo devido à falta de fluxo de consumidores e, segundo eles, de segurança após às 18 horas.
Na loja Zurah, as vendedoras Caroline Amaral e Mariza Perussa comentam que na primeira semana do novo horário a loja permaneceu aberta só até às 18 horas e que nesta semana esta ficando até às 20 horas. ''Só na última semana vamos ficar até às 22 horas. Quando a loja abriu há alguns anos, até permanecíamos, mas depois percebemos que não compensava. Este lugar fica bem vazio, e manter a loja aberta é perigoso, já que geralmente não passa policiamento algum por aqui.''
Já Valquíria Morcelli, proprietária da Morcelli Calçados, diz que vale a pena permacenecer com o estabelecimento em atividade. Ela explica que mantém sua loja aberta até às 21 horas, mas com a porta trancada. ''Vale ficar até um pouco mais tarde para melhorar as vendas. Só não fico até às 22 horas devido a falta de segurança por aqui''.
Na TNG, a situação é diferente porque a loja possui segurança próprio. ''O fluxo até às 22 horas está bem acima do esperado. Mas os nossos clientes deste horário não são os mesmos do Calçadão. A grande maioria deles já são fidelizados da loja'', explica Adriana Barros, sub-gerente.
Vale lembrar que a Guarda Municipal está com uma equipe permanente trabalhando no Calçadão à noite. A FOLHA procurou o secretário de Defesa Social, Joaquim de Melo, mas ele não atendeu as ligações. (V.L.)





