OPINIÃO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de novembro de 2001
Naim Akel Filho 
Parece que a sina da população paranaense é a de aguardar em filas e mais filas no atendimento dos mais diversos serviços. A fila dos bancos pode estar com seus dias contados em Curitiba, graças à aprovação de uma lei municipal específica, limitando a espera do consumidor em 20 minutos e dando à Prefeitura e ao Procon-Pr o poder de fiscalizar o seu cumprimento e de multar as instituições que não melhorarem seus serviços. Na Assembléia Legislativa também tramita um projeto mais amplo, abrangendo a questão das filas para todo o Estado.
Mas não é só nos bancos que elas ocorrem.
Quem não perdeu a paciência numa fila de supermercado? Vemos e sentimos no nosso dia a dia que em muitos desses estabelecimentos a situação não é melhor do que aquela que enfrentamos nas agências bancárias, pois em determinados dias e horários formam-se filas imensas nos caixas, deixando os consumidores insatisfeitos e impacientes.
Não adianta equipar-se um estabelecimento com o que há de mais moderno se a população não usufrui desse benefício. Ao contrário, perde tempo e mais tempo, além da paciência, quando vê que a maioria dos caixas permanece fechada.
O bom atendimento é preceito básico para uma empresa que queira ter sucesso e deveria ser regra geral, pelo menos é assim que penso. Esse bom atendimento inclui também maior agilidade no serviço junto ao caixa. Afinal, as empresas disputam o cliente, oferecendo melhores preços e ofertas, mas, na hora de facilitar o processo da compra, acabam por irritá-lo com um procedimento antipático : a permanência numa longa e vagarosa fila.
O que não deveria acontecer, mas ocorre com muita frequência, é este descaso com o consumidor. Ele está numa fila, com o seu carrinho de compras com produtos congelados e perecíveis, e tanto faz para a empresa quanto tempo ele lá permanecerá, pois , com certeza, não desistirá da sua compra.
Existe uma guerra de preços entre estabelecimentos, mas não existe uma
preocupação com o fornecimento de um serviço melhor. É crescente o número de pessoas que buscam o Procon-PR para manifestar sua indignação com esse tipo de atendimento.
Nesse sentido, o Procon-PR vem solicitar a inclusão dos supermercados no projeto de lei estadual, que limita o tempo máximo de permanência nas filas, e também apelar à Associação Paranaense dos Supermercados (Apras) para que inicie um movimento visando a melhoria na qualidade dos serviços prestados, de forma que os supermercadistas passem a prestar mais atenção ao problema e busquem uma solução adequada.
Se este alerta não tiver eco, resta ao consumidor o conselho de abandonar o seu carrinho de compras e buscar outro estabelecimento que lhe ofereça um serviço à altura daquilo que paga e merece.
- NAIM AKEL FILHO é coordenador do Procon-PR


