Operários que integram o canteiro de obras do shopping Marco Zero, na Zona Leste de Londrina, cruzaram os braços ontem em protesto por problemas trabalhistas. Esta foi a terceira manifestação do grupo no último trimestre.
Os trabalhadores reclamam da comida oferecida e de descontos na folha de pagamento. ''Eles não estão cumprindo com o combinado. No último mês ficou acordado que o refeitório seria trocado e não aconteceu. A qualidade (da comida) ainda é ruim. Isso deixa a gente muito irritado'', esbravejou o carpinteiro Gilberto José de Sá.
A obra conta com cerca de 1,2 mil trabalhadores, a maioria vem de estados das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Eles tinham em contrato o direito de voltar à cidade de origem a cada quatro meses.
''A gente sai de viagem (para a terra de origem) e depois eles descontam as passagens. Tem gente que teve R$ 950 de desconto da folha de pagamento. Eu mesmo tenho viagem marcada para mês que vem e não sei se isso vai ser tirado do meu pagamento, isso não estava acordado'', criticou o carpinteiro José Alberto dos Santos.
Membros do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Londrina e Região (Sintracom) tentaram ontem nova negociação com a empresa. ''Eles estão descontando os dias parados e isso não é certo. Na rescisão do trabalhador também estão descontando os dias parados em greve'', rebateu o sindicalista Luiz Afonso de Melo. Ninguém da Construtora OAS, responsável pela obra, foi localizado para comentar o assunto.

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