O coordenador jurídico da massa falida da Construtora Encol, Rubens Donizete Pires, e o secretário de Políticas Sindicais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e Madeira da Central Única dos Trabalhadores (Conticom/CUT), Atnágoras Lopes, apresentaram ontem em Londrina a proposta de um acordo para o pagamento das rescisões trabalhistas dos mais de 250 trabalhadores da construtora na cidade. A Encol decretou falência em 1999.

A proposta, que já recebeu a adesão de 13 das 23 regionais da empresa consiste na centralização da reclamações trabalhistas nos sindicatos da categoria. Cada sindicato será responsável pelo levantamento e repasse do quadro geral de credores à Conticom, responsável pela negociação junto à massa falida e a Justiça, do porcentual que será pago a cada trabalhador. A preocupação é que a própria administração da massa falida consuma o patrimônio antes do julgamento das ações.

''Avaliamos que esse procedimento abreviará o processo em dez anos. Liquidado o patrimônio da empresa, já poderia ser feito o primeiro pagamento'', justificou o advogado, classificando a falência da Encol como a maior da América Latina. A estimativa de Pires é que, com o acordo, sejam atendidas 95% das reclamações trabalhistas. O secretário da Conticom/CUT avaliou que cada operário da Encol poderá receber, em média, R$ 10 mil.

O advogado do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Londrina (Sintracon), Jorge Custódio, classificou a proposta como ''vantajosa'' para os trabalhadores. ''Sabemos que um processo de falência se perde no tempo e quando é feito o pagamento é um percentual muito pequeno''.
Em Londrina, nove prédios com 40 apartamentos cada, tiveram as obras paralisadas após a falência. O patrimônio da Encol na cidade está avaliado em mais de R$ 600 mil, o que garantiria o pagamento de cerca de 90% dos trabalhadores. Em todo o País, são 18 mil trabalhadores lutando na Justiça por seus direitos trabalhistas e mais de 42 mil mutuários que ficaram sem seus imóveis.

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