O diretor-presidente do grupo que venceu o leilão para operar a malha ferroviária da Região Sul, José Paulo de Oliveira Alves, afirmou que a sede administrativa da empresa deve ficar em Curitiba. Alves esteve na superintendência da RFFSA, na segunda-feira, para uma primeira reunião com os superintendentes regionais Horácio Guimarães (Paraná) e Oscar Bianchi (Rio Grande do Sul). O encontro serviu para os novos donos da ferrovia acertarem os primeiros detalhes da futura administração.
Paraná e Rio Grande do Sul disputam a sede da empresa, que já foi batizada como ‘‘Ferrovia Sul Atlântica S.A’’. O nome foi registrado há 20 dias na Junta Comercial de São Paulo, onde o consórcio mantém uma sede administrativa provisória. O grupo vencedor é liderado pelo Banco Garantia, com a participação de fundos de investimento norte-americano, entre eles a RailTex.
Segundo o edital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o consórcio vencedor tem até o dia 28 de fevereiro para fechar o contrato definitivo e começar a operar o transporte de cargas. A empresa tem o direito de explorar o trecho, que vai de Pinhalzinho (SP) até Uruguaiana (RS), durante 30 anos. Ela arrematou a Malha Sul por R$ 216,6 milhões, no dia 13 de dezembro, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
Segundo o diretor-presidente da Ferrovia Sul Atlântica S.A, a Malha Sul vai sofrer um processo de enxugamento. Ele não falou em corte de pessoal, mas pediu que a ferrovia dê lucro o mais rápido possível. ‘‘Temos que ter lucro porque é isso que esperam os novos donos’’, disse Alves ao superintendente regional da RFFSA, Horácio Guimarães. Apesar de não falar em corte de pessoal, os funcionários acreditam que possa haver demissão. Hoje, há 6,9 mil ferrroviários, sendo que 3,6 mil são parananeses.
Após a reunião com os diretores da RFFSA, o diretor-presidente da ferrovia visitou o secretário dos Transportes, Deni Schwartz. Ele apresentou ao secretário a proposta que há para o Estado. O secretário informou que o Estado tem interesse em ampliar a Ferroeste até Foz do Iguaçu. ‘‘Queremos a integração continental através da malha ferroviária’’, afirmou Schwartz.

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