Curitiba - As operadoras portuárias deverão construir um novo pátio para abrigar os caminhões que chegam para descarregar no Porto de Paranaguá. O pátio deverá ter vaga para 750 caminhões e será lincado ao público, com vaga para outros 1,2 mil.
A proposta foi aprovada numa reunião anteontem à noite entre representantes das operadoras e o superintendente do porto, Eduardo Requião. ''Firmamos um acordo e espero que ele seja cumprido'', afirmou o superintendente.
No entanto, não foi estipulado um prazo para a construção do pátio. A intenção é reduzir a fila de caminhões que fica à espera para descarregamento em dias chuvosos ou no período de safra.
Ontem, a fila chegou a alcançar 29 quilômetros. ''Isso prova que um novo pátio vai acabar com a fila, já que cada caminhão ocupa em média 30 metros e tem basicamente 30 toneladas'', pontuou Eduardo.
Ele acredita que as nove operadoras do porto deverão se apressar para a construção do pátio. Isto por conta da proibição, que ocorre a partir de segunda-feira da permanência de caminhões no pátio de triagem de Paranaguá sem que a carga tenha sido previamente vendida e o navio que fará a condução do produto esteja à caminho ou atracado no porto.
''O que atrasava o embarque é que muitas vezes a operadora tinha vendido a carga de 100 caminhões e mandava que transportasse para Paranaguá outros 50 veículos carregados. Nesse período, a operadora tentava negociar a carga e o caminhoneiro tinha que ficar esperando no porto'', relatou.
Os caminhoneiros recebem atualmente R$ 0,25 a tonelada/hora parada no Porto de Paranaguá. No próximo dia 29 de fevereiro, o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos deverá fazer um ''paradão'' para tentar aumentar o valor repassado pelas operadoras portuárias.

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