Curitiba - Para tentar esclarecer a população sobre os riscos das estações base, a Associação Nacional das Operadoras Celulares (ACEL) resolveu promover um encontro com o tema ''O contexto atual da Telefonia Celular no Brasil: campos eletromagnéticos e a comunidade''. O professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Gláucio Lima Siqueira, apresentou pesquisas científicas aceitas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que demonstram que a instalação das antenas não traz qualquer risco para a população.
''A onda magnética tem estigma de fazer mal. As telecomunicações usam frequências não perigosas, mas que esquentam o corpo. Por isso são definidos critérios de segurança que são seguidos por 90% dos países do Mundo, inclusive o Brasil. O nível de energia erradiado é muito baixo porque a onda não é ionizante. Por isso é importante avisar ao leigo que ele pode encostar a cabeça e dormir tranquilo: não vai fazer mal morar perto de uma estação'', afirmou o especialista. Siqueira garantiu que à luz do conhecimento atual, a energia do sol é muito mais perigosa do que a onda transmitida por celulares.
As afirmações do engenheiro foram confirmadas pelo professor e neurofisiologista em comportamento, doutorado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), Renato Sabbatini. O médico comentou que milhares de células morrem no corpo humano diariamente e não existe qualquer ligação com ondas eletromagnéticas. ''Se o caso é relatado longe de uma estação, tudo bem. Se acontece perto, a culpa é da estação-base. Não existem relatos científicos que provem isso. Ao contrário. Portanto, qualquer malefício é fruto da imaginação humana. Esse é um dos maiores mitos urbanos que conheço. Torre celular não traz risco à saúde'', garantiu Sabbatini.(L.P.)

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