São Paulo - O público jovem é um dos principais alvos das operadoras celulares, que lançam serviços que vão além da chamadas convencionais. A Vivo, maior operadora do País, tem aparelhos com download, que permite aos clientes baixarem jogos, filmes e outros conteúdos interativos. A TIM aposta suas fichas nas chamadas mensagens multimídia, em que o usuário pode tirar uma foto com o celular e enviá-la a outro aparelho, a um computador ou até transformá-la em cartão postal, para ser entregue, impressa em papel, em um endereço escolhido. A Nokia lança este mês o N-Gage, que reúne, em um só produto, videogame, computador de mão e celular.
''O mercado está comprador'', afirma o vice-presidente Operacional da Vivo, Paulo César Teixeira. Em outubro, as vendas da operadora ficaram cerca de 70% acima do mesmo mês de 2002. A demanda por celulares encontra-se tão aquecida que já existem fabricantes dizendo que podem faltar alguns modelos no Natal. Enquanto o número de linhas fixas em serviço registra um pequeno declínio este ano, os telefones móveis não param de crescer.
Devem ser vendidos entre 13 milhões e 14 milhões de celulares em 2003. Cerca de um terço vai para o mercado de reposição de aparelhos. O restante são assinantes novos. Em setembro, havia 40,851 milhões de usuários de celular no País, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No fim do ano passado, eram 34,880 milhões. O Brasil já tem mais telefones móveis do que fixos.
A segmentação do mercado de celulares chega até ao público pré-adolescente. A TIM tem o modelo Cartoon, lançado inicialmente com no Rio Grande do Sul, com imagens de personagens dos desenhos animados As Meninas Superpoderosas, Johnny Bravo, O Laboratório de Dexter e A Vaca e o Frango. A Oi, da Telemar, tem um aparelho com o nome da apresentadora Xuxa, relançado recentemente nos modelos cor-de-rosa com glitter e azul bebê.

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