Operadoras devem apostar na fibra ótica
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Porto Alegre - Apesar do alto custo, a fibra ótica na banda larga é a melhor opção entre as tecnologias de rede para obter velocidade de acesso, afirma Eduardo Tude, presidente da Teleco. Ontem, ele proferiu workshop aos profissionais de imprensa a convite da Tim, em Porto Alegre (RS).
A solução é apontada diante da grande demanda por dados, impulsionada pelo crescente consumo de conteúdo. Para se ter uma ideia, vídeos assistidos no YouTube e no Netflix representam 50% de todo o tráfego de internet fixa nos EUA, mostrou Tude em sua apresentação.
"A fibra garante velocidades superiores a 100 Mbps ao longo do prazo", assegura o presidente da Teleco. "É uma solução à prova de futuro." Dentre os países que utilizam a fibra ótica, a participação da tecnologia na rede é maior no Japão. O Brasil nem aparece na lista apresentada, que soma 32 países. Além disso, é uma solução menos vulnerável a eventos climáticos, como enchentes, e a interferências provenientes de outros sistemas, reiterou o presidente da Teleco.
"O tráfego de dados vai dobrar praticamente a cada ano. Mas a previsão é subestimada. O Brasil apresenta desafios ainda maiores por ter um tamanho continental e grandes oportunidades", declarou Carlo Filangieri, diretor da Rede da Tim Brasil.
Para lidar com a grande demanda por dados, a operadora aposta na extensão da fibra ótica pelo País com um projeto chamado de Mobile Broadband (MBB), que visa proporcionar aos usuários experiência parecida com a do 4G, porém, utilizando e "reforçando" a rede 3G. Em Recife, onde o projeto já foi implantado, foi conseguido resultado de 2,3 Mbps de velocidade, relatou Filangieri.
Atualmente, a fibra da Tim chega a 46 mil quilômetros de extensão e, em 2014, a expectativa é chegar a 65 mil quilômetros. "Fibra ótica é fundamental para acompanhar a evolução dos dados", observou Filangieri. A tecnologia FTTS (Fiber To The Site) que liga a fibra ótica direto ao site, proporcionando maior velocidade - deve chegar a Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis até o final deste ano. No Paraná, o projeto recebe o apoio de um grande parceiro, cujo nome a Tim ainda não pode divulgar. Os investimentos totais da Tim no Paraná, incluindo o projeto MBB, são de R$ 146 milhões em 2013.
Dados da evolução do MBB mostram que o projeto, somado ao 4G, deverá atender a 19,7% da população paranaense em 2013, chegando a mais da metade da população em 2016. Entre 2014 e 2015, a cobertura 3G deverá chegar a 100% dos municípios, garantiu Paulo Domingos, diretor da Rede Tim Sul. Já em 2016, 18 cidades estarão sendo atendidas pela tecnologia de quarta geração. Por outro lado, a Tim declarou que não irá mais aumentar a cobertura 2G.
O crescimento da cobertura 3G deverá ser impulsionada pela obrigação estabelecida no leilão das frequências do 4G de prover cobertura às áreas rurais dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo, afirmou a operadora.
A jornalista viajou a Porto Alegre a convite da Tim


