A TIM não bateu nenhuma meta de acesso a dados nos meses de agosto, setembro e outubro do ano passado, nas cidades de Londrina, Maringá e Curitiba. É o que mostra o relatório divulgado ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A meta para este quesito é de 98% e a operadora apresentou os piores resultado em Londrina, ficando abaixo de 90% nos três meses. Nas duas outras cidades, os resultados da TIM ficaram acima de 90%, mas nenhum atingiu a meta (ver quadro).
A Claro apresentou problemas em Londrina e Curitiba quanto à queda na transmissão de dados e também quanto ao acesso a dados. A meta estabelecida pela Anatel para o primeiro é de, no máximo,5%. A operadora apresentou índices entre
10,91% e 11,27% nas duas cidades nos meses de agosto e setembro, mas corrigiu os problemas em outubro, batendo a meta. Já em relação ao acesso a dados, a Claro vinha dentro da meta em agosto e setembro, mas saiu dela em outubro em ambas as cidades.
A Vivo descumpriu uma meta. Foi no quesito acesso a dados, no mês de outubro, em Curitiba. Já a OI cumpriu todas as metas nos três municípios. A Anatel não registrou descumprimento de metas em relação ao acesso e à queda de voz.
De forma geral, no País, as operadoras não conseguiram melhorar a qualidade do serviço de acesso à internet e envio de mensagens. O relatório da reguladora compreende o período em que as empresas passaram pela primeira avaliação de qualidade após medida punitiva que suspendeu a comercialização de novos chips em três delas: TIM, Oi e Claro.
De acordo com relatório da agência, a qualidade de acessos à rede de dados na média nacional estava estava dentro da meta em agosto, mas apresentou forte queda em setembro. Sinal de que os consumidores passaram a ter mais dificuldade de navegar na internet ou enviar e receber torpedos. De setembro a outubro esse indicador teve leve evolução, mas seguiu pior do que a meta de qualidade da reguladora.
Segundo o presidente da Anatel, João Rezende, após as sanções, as operadoras fizeram um investimento expressivo em antenas, na ordem de 14%. "Houve um recuo no número de reclamações na agência, mas elas ainda são muitas", afirma.
De acordo com ele, a agência monitora de perto as operadoras e aplicará novas sanções caso sejam necessárias. "Elas precisam fazer investimentos para garantir o bom atendimento", declara.
Rezende explica que a Sercomtel não consta do relatório porque não estava no rol das empresas que sofreram punições no ano passado e por ter uma base de assinantes menor.
Para o presidente, o consumidor também tem um papel importante para garantir a prestação de bons serviços pelas operadoras. "Tem de ter cuidado na hora de comprar um produto e exigir seus direitos", declara. Segundo Rezende, dentro de 30 dias sairá um novo relatório, com os dados referentes a novembro, dezembro e janeiro. (Com Folhapress)

Imagem ilustrativa da imagem Operadoras descumprem metas de transmissão de dados



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- Empresa ressalta melhorias

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