Operadoras afirmam que estão preparadas
Há pouco mais de uma semana da entrada em vigor das novas normas da ANS, os principais planos de saúde de Londrina - Unimed e Hospitalar - garantem que estão preparados para cumprir as exigências e que o usuário será atendido conforme a lei.
As operadoras têm recebido uma média de dez ligações diárias de usuários que querem saber, principalmente, se o plano que possuem dá direito aos procedimentos recém-incluídos. A maior procura tem sido pelas cirurgias de vasectomia e laqueadura e pelos atendimentos de psicoterapia, fonoaudiologia, nutrição. A principal orientação, para todos os casos, é a necessidade de encaminhamento médico.
Jorge Luiz Gonçalves, superintendente de provimento de saúde da Unimed Londrina - que tem cerca de 135 mil usuários em Londrina e mais 26 cidades da região -, informa que a operadora concentrou os atendimentos de psicoterapia, fonoaudiologia, nutrição e terapia ocupacional num só local, oferecendo, inicialmente, apenas um profissional para cada segmento. Os agendamentos já estão sendo feitos, mas os profissionais só devem começar a atender no próximo dia 22.
''Esta estrutura inicial foi montada para atender as necessidades básicas e deverá ser ampliada conforme a demanda'', esclarece Gonçalves. Segundo ele, a procura até agora tem sido ''normal, dentro do esperado'', mas a previsão é que cresça nos próximos meses. Gonçalves informa que os usuários que precisarem de mais consultas do que o plano cobre poderão continuar o tratamento com a Unimed pagando o ''custo operacional''.
Em relação à videolaparoscopia, procedimento cirúrgico que faz parte do novo rol, a Unimed já fazia a liberação ''em alguns casos'' e agora isso vai ser ampliado. ''Haverá maior flexibilidade, sempre levando em conta a patologia e a avaliação do médico. Acreditamos, porém, que dificilmente não haverá liberação''. A videolaparoscopia poderá ser liberada, inclusive, em casos de cirurgia bariátrica (redução de estômago), o que antes só era feito de forma convencional (cirurgia aberta).
Com cerca de 25 mil usuários em Londrina e região, o Hospitalar também organizou uma única estrutura para atendimento dos profissionais de outras áreas que não a médica. Paulo Cesar Assunção, gerente administrativo do Hospitalar, afirma que já está disponível um profissional para cada área, com excessão da psicoterapia, que ''terá mais de um''. Ele adianta que a estrutura será ampliada conforme a demanda.
No caso da laqueadura, Assunção explica que o Hospitalar já dava cobertura para usuários de planos regulamentados a partir de 1999. Com as novas normas, porém, a realização do procedimento teve que ser readequada. ''Antes, fazíamos laqueadura junto com a própria cesárea desde que a mulher fosse maior de 25 anos, já tivesse dois filhos e houvesse autorização do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Evangélico'', explica.
''Agora, temos dois novos critérios: precisamos de um documento médico que fale dos riscos que a mulher corre se engravidar novamente e também de um pedido com 60 dias de antecedência''. O prazo exigido, explica o médico, é para que a interessada tenha tempo para pensar se é isso mesmo o que quer.
Assunção ressalta que, pelas novas normas, se não houver riscos para a mulher a laqueadura não pode ser feita junto com a cesárea, mas somente de forma isolada e atendendo os demais critérios. Os representantes da Unimed e do Hospitalar acreditam que o novo rol de procedimentos deve causar um impacto de, no mínimo, 5% nos custos. A expectativa é que o aumento seja repassado ao usuário a médio e longo prazo. (G.M.)





