Operações são totalmente automatizadas
De acordo com o gerente de projetos e manutenção da Seara e engenheiro responsável pela obra, Adair Luiz Sulzbacher, a planta é totalmente automatizada, com capacidade de armazenagem de 40 mil toneladas e de beneficiamento de 300 toneladas por hora. Entre os diferenciais da obra, Sulzbacher ressalta o sistema de captação dos particulados em suspensão - poeira resultante da movimentação do produto - e a ligação direta entre o recebimento da produção e a tulha, que despeja o produto diretamente nos vagões.
O pátio tem capacidade para acomodar 400 caminhões, sendo 200 no pátio pavimentado e a outra metade em área com brita. O terminal conta com estrutura de apoio ao caminhoneiro, com sanitários, chuveiros, refeitório e espaço para descanso do motorista. ''Caso o produto seja diretamente escoado para o vagão, o processo completo, desde a descarga até a expedição dura cerca de cinco minutos'', afirma Sulzbacher. Ao chegar ao terminal, a carga passa por análise de qualidade, que dura em média 10 minutos, e, em seguida, os caminhões seguem para os três tombadores disponíveis. Além do transporte direto para os vagões, a produção pode também ser estocada em dois silos verticais ou em um armazém horizontal, que permite o recebimento de farelos.
Expansão
Em novembro deste ano, a Seara deve inaugurar um novo terminal rodoferroviário em Paranaguá, em que 50 vagões farão o transporte da produção até os terminais portuários. Com investimento de R$ 50 milhões, a estrutura será localizada a 5 km do Porto. Segundo Sulzbacher, o terminal vai receber a produção oriunda do Paraná e de parte do Mato Grosso do Sul.(M.F.)





