Os funcionários cobram maior fiscalização e operacionalidade na sede regional do Bacen. Desde o fechamento da antiga sede o banco reduziu o quadro de pessoal de 216 para 118 funcionários e está funcionando precariamente em edifício do Estado. Dia 30 de outubro o Bacen publicou edital de concorrência para a retomada dos serviços de execução das obras do novo edifício sede, cuja estrutura de concreto está abandonada há meses. Está marcada para 4 de dezembro a abertura das propostas.
Ninguém sabe afirmar, ainda, qual será a estrutura administrativa do Bacen em Curitiba. Segundo Maurício Furtado, analista do BC e presidente regional do Sinal, na reestruturação o BC também eliminou cinco cidades onde funcionavam fiscalização, entre elas Curitiba. O banco permaneceu com equipes apenas em Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo e um efetivo reduzido no Rio de Janeiro, que viajam para os outros estados para trabalho de fiscalização.
Esta redução de equipes, no entanto, não estaria trazendo economia ao banco. Segundo os funcionários, atualmente cerca de 60 fiscais estão em Curitiba trabalhando em fiscalizações de rotina em um banco e um consórcio. Com diária de R$ 110,00 além de passagens aéreas, cada funcionário custa ao Bacen R$ 3,5 mil por mês, de acordo com o gerente técnico da Secretaria de Relações Institucioais do banco em Curitiba, Nelson Takachi Kohiyama. (M.G.)

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