Curitiba - Somente no primeiro trimestre deste ano, organizações estrangeiras aportaram R$ 16,1 bilhões para adquirir empresas brasileiras. O volume é praticamente metade (49,2%) dos R$ 32,7 bilhões movimentados em fusões e aquisições realizadas no País neste período.
Em todo o ano passado, o aporte das estrangeiras para adquirir ou se fundir com as nacionais foi de R$ 56,9 bilhões ou 30,8% do volume total (R$ 184,8 bilhões) dessas negociações. Já em 2009, o porcentual de dinheiro externo destinado a fusões e aquisições no Brasil foi de apenas 16,2% do total. Os dados são da Associação Brasileira dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Consumidor
A coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), Maria Inês Dolci, disse que o cenário no Brasil é favorável para as empresas estrangeiras procurarem novas parcerias. Para ela, com as fusões e aquisições há sempre o risco de o consumidor sair perdendo. No caso do Pão de Açúcar com o Carrefour, caso ocorra a transação, Maria Inês acredita que o risco maior seria para a região Sudeste, na qual a rede já tem uma concentração muito grande.
''A concentração põe em risco a concorrência e, com isso, a tendência é de preços mais altos'', disse. Hoje, empresas com faturamento maior que R$ 400 milhões precisam ter autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para operações de fusão ou aquisição. (A.B./Colaborou Nelson Bortolin)

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