O saldo das operações de comércio e serviços que o Brasil faz com o exterior - o chamado resultado em transações correntes - apresentou uma pequena recuperação, em novembro, quando registrou um déficit de US$ 3,33 bilhões ante os US$ 3,88 bilhões de outubro. Considerando o prazo de 12 meses, no entanto, houve uma piora, com o déficit passando de 4,31% para 4,43% do Produto Interno Bruto (PIB), o que corresponde a US$ 34,4 bilhões. A previsão do governo, no entanto, é fechar o ano com o déficit em 4,30% do PIB.
O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, explicou que, ao contrário de dezembro do ano passado, quando o déficit mensal foi muito alto - US$ 4,56 bilhões - e surpreendeu o governo, para esse mês a tendência é de queda. Assim, no prazo de 12 meses substitui-se um resultado ruim por outro menos desfavorável, o que promove a melhora.
Esse mesmo raciocínio foi usado por Lopes para explicar a piora do déficit nos 12 meses encerrados em novembro. Isso ocorreu porque o resultado de novembro do ano passado, quando o déficit foi de US$ 2,3 bilhões, foi substituído por um pior, ou seja, os US$ 3,33 bilhões do mês passado. Enquanto o saldo da balança em novembro último foi negativo em US$ 1,26 bilhão, no mesmo mês de 96 esse saldo ficou em US$ 852 milhões. Na conta de serviços foi contabilizado um déficit de US$ 1,64 bilhão por outro de US$ 2,23 bilhões. Isso significa que, comparado com novembro de 96, o desempenho do País em novembro último foi pior.

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