Grupos de técnicos e auditores da Receita Federal (RF) que desde o início do mês estão reinvindicando melhores salários, estarão hoje na aduana da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, para consolidar o apoio dos fiscais da unidade para uma possível prorrogação do movimento.
A idéia, aprovada em uma assémbleia realizada na tarde de ontem, é ‘‘minar’’ a estratégia do governo, que na quarta-feira tomou medidas para agilizar o trâmite de mercadorias para exportação e importação. O governo quer que sejam abordados apenas uma pequena parcela de veículos, bagagens e mercadorias que passam nas aduanas, aeroportos e outras unidades do órgão. O governo ameaça punir quem descumprir as normas.
‘‘Ainda não definimos como enfrentar estas portarias’’, disse Carlos André Dávila, do Sindicato dos Auditores da Receita Federal. O sindicalista não afastou a possibilidade de que seja iniciada hoje uma operação-padrão na aduana da Ponte da Amizade. ‘‘Se tivermos apoio total dos fiscais, ignoraremos as novas medidas’’, avisa.
Os funcionários das delegacias da RF, em Foz, da agência de Medianeira e as inspetorias de Guaíra e Santa Helena estiveram parados ontem, e permanecerão sem trabalhar pelo menos até amanhã. Na Estação Aduaneira de Interior (Eadi), a operação-padrão está priorizando os caminhões que contenham cargas perecíveis. De acordo com Dávila, o pátio do porto seco está lotado com cerca de 800 caminhões. Na aduana da Ponte Tancredo Neves e no Aeroporto Internacional de Foz, a operação provocou apenas lentidão.

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