Curitiba A operação padrão dos fiscais da Receita Federal no Porto de Paranaguá está atingindo os despachantes portuários, que não estão conseguindo encaminhar a documentação para o desembaraço aduaneiro das mercadorias. Mas até ontem, essa situação não havia prejudicado as operações de embarque e desembarque no porto, informou a assessoria de imprensa da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA).
De acordo com o delegado em exercício da Receita Federal, Carlos Alberto Kletemberg, a operação-padrão é mais minuciosa na verificação dos detalhes dos processos de importação e exportação. ''Mas todas as operações estão sendo despachadas no prazo legal de cinco dias'', afirmou. Normalmente esse é o período que a aduana demora para o desembaraço das mercadorias, mas na operação-padrão não há tolerância com desvios de detalhes, informou Norberto Antunes Sampaio, presidente da União Nacional dos Fiscais da Receita Federal (Unafisco) no Paraná.
Sampaio lamentou o racha no movimento grevista provocado pelos fiscais da Receita Federal de Paranaguá. Segundo ele, os fiscais de Paranaguá não estão aderindo o movimento de luta contra a reforma da Previdência com a mesma intensidade dos colegas de outros portos e aeroportos.
Segundo a assessoria do porto, se a operação-padrão for mantida em Paranaguá poderá ocorrer reflexos nas operações de importação e exportação, nos próximos dias.

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