A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Apucarana, em conjunto com o Procon local, realizou operação ontem, em postos de combustíveis daquela cidade. Denúncias apresentadas ao Ministério Público indicavam que alguns estabelecimentos estariam revendendo combustível adulterado e manipulando a quantidade de gasolina e álcool vendidos.
Dos cinco postos fiscalizados, dois apresentaram irregularidades. Em ambos, o Ipem constatou a chamada ''bomba baixa'', em que a quantidade de combustível indicada na máquina não corresponde ao volume do produto abastecido no tanque do carro.
De acordo com o promotor de Justiça Walter Yuyama, que coordenou a ação, os testes feitos pelos técnicos do Ipem demonstraram que a quantidade de combustível vendida ao consumidor era menor do que a indicada no leitor. ''Ou seja, o motorista acabava pagando por uma determinada quantidade e levando menos.''
O Procon tomou as medidas administrativas relativas à irregularidade: as bombas adulteradas foram lacradas e os postos autuados administrativamente pelo Ipem e pelo órgão de defesa do consumidor. ''A Promotoria vai encaminhar o documento administrativo ao Gaeco e, então, vamos instaurar inquérito policial para verificar se a irregularidade constatada era recorrente'', esclareceu o delegado do Gaeco de Londrina, Alan Flore.
Foram coletadas amostras de combustíveis de todos os postos vistoriados para análise de possível adulteração nos produtos.
A operação foi realizada com o apoio do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), da Receita Estadual, do Comitê Sul Brasileiro de Qualidade de Combustíveis, da Agência Nacional do Petróleo (ANP), e do Núcleo do Gaeco em Londrina. ''É um trabalho semelhante ao que vem sendo desenvolvido em Londrina'', reiterou Flore.

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