Operação de energia da Copel fica em Curitiba
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quarta-feira, 05 de abril de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Copel fechou um acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS) para que a gestão da operação de energia elétrica continue sendo realizada pela companhia paranaense. O acordo será assinado no dia 12 de abril. O ONS é uma entidade de direito privado responsável pela coordenação e controle das operações e instalações de geração e transmissão de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN). Ontem, a assessoria de imprensa do ONS confirmou o acordo.
A discussão sobre o assunto vem desde 2005. No ano passado, o ONS decidiu que a central de Florianópolis seria responsável pela gestão da operação de energia elétrica da Copel.
Ontem, o deputado estadual Rafael Greca (PMDB) decidiu retirar a ação popular que move na Justiça Federal contra a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para impedir a transferência do controle da operação do sistema elétrico da Copel, no Paraná, para Santa Catarina.
Com o acordo, o ONS promete ceder em quase todas as reivindicações propostas pela Copel principalmente no controle de operação dos reservatórios do Iguaçu. A alteração na gestão colocava em risco cidades que ficam às margens do rio Iguaçu como União da Vitória.
Com o acordo também vai ficar no Paraná a operação do Sistema de Supervisão e Controle, feita pela central técnica da rua Padre Agostinho, em Curitiba. ''Isto evita a ausência de contato entre o Operador Elétrico e as unidades da Copel, temida na época do anúncio da transferência para Santa Catarina'', explicou o engenheiro da Copel, Robson Schifler.
''Mesmo o controle automático de geração, que, pela lei nacional é obrigatoriamente do ONS, será monitorado pela Copel, através do Centro de Operação de Geração de Campo Comprido, em Curitiba'', informou o engenheiro copeliano Jaime Kuhn.
A Copel ainda manterá o controle sobre sua rede de subtransmissão elétrica. E continua sendo a representante do ONS frente aos chamados consumidores livres, por exemplo, a usina de papel da empresa Klabin em Telêmaco Borba.
Histórico Desde março de 2005, o deputado Rafael Greca denunciou o perigo da transferência da operação elétrica da Copel para Santa Catarina. Esta transferência deve-se ao sistema misto, de empresas públicas e empresas privatizadas, de geração e distribuição de energia no Brasil.
A Justiça Federal acolheu em setembro a ação popular proposta por Greca contra a transferência da Operação do Sistema Elétrico do Paraná, atualmente sob o comando da Copel, para o ONS, com sede em Florianópolis. A Justiça adiou a decisão liminar até que a Aneel apresentasse a sua defesa. A Aneel teve 60 dias para se manifestar sobre a mudança. Após este prazo, a Justiça Federal analisou os argumentos das duas partes e decidiu, no dia 12 de dezembro, negar o pedido de antecipação de tutela requerido por Greca. Apesar de a Justiça Federal ter negado o pedido, a ação popular continua tramitando na Justiça Federal sem data marcada para a sentença.


