Operação da ANP interdita postos em Londrina
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Equipe Bonde 
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) interditou bombas de dois postos de combustíveis de Londrina. A irregularidade constatada em ambos foi de ''bomba baixa'', quando o consumidor recebe menos combustível do que mostra o registro. Os proprietários foram notificados e autuados. A multa neste caso varia de R$ 5 mil a R$ 1 milhão. Ainda cabe recurso. ''Existe a interdição na bomba. No bico que teve o problema é colocado um lacre exatamente para impedir a comercialização até que seja regularizada a situação. A interdição é uma medida cautelar'', afirmou a coordenadora da ANP, Helenice Dias.
Outros três postos foram autuados por infidelidade à bandeira - quando revendem combustíveis de outros fornecedores. As ações da ANP chegaram também a duas revendedoras de gás liquefeito que armazenavam produtos acima da capacidade autorizada. A multa nesse caso ultrapassa R$ 50 mil. Outras duas unidades de Maringá foram fechadas por falta de autorização. A apreensão nas quatro empresas chegou a 450 botijões P-13 (13kg), além de 110 litros de lubrificantes/aditivo.
A Operação Varredura, composta por doze equipes de fiscalização, é realizada em 15 municípios do Norte do Paraná. Até o início da tarde de ontem 254 postos e 21 revendas de GLP haviam sido fiscalizados. No total, a ANP prevê que a ação passe por 313 postos e 40 revendedores de GLP. Segundo a coordenadora da operação, o trabalho não foi baseado em denúncias. ''A fiscalização é geral. É uma região que o próprio monitoramento de irregularidade dá pouca incidência de casos. De qualquer forma, coletamos amostras de combustíveis para confirmar em laboratório outro tipo de fraude'', disse.
Ainda segundo a ANP, qualidade dos combustíveis na região apresenta um dos menores índices de não conformidade do País. Num análise realizada no mês de junho, a maioria dos testes não registrou alterações.
A operação surpreendeu a direção do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Sindicombustíveis) do Paraná. ''Fomos pegos de surpresa, mas achamos positivo e sempre rogamos por fiscalização. Nosso setor é carente disso e com essa operação, esperamos separar o joio do trigo'', disse o vice-presidente do Sindicombustíveis do Norte do Paraná, Durval Garcia Junior. Ele defende a instalação de um escritório da ANP em Londrina. ''Essas fiscalizações poderiam ser feitas com maior frequência. O porte que a cidade tem deveria garantir um escritório da ANP aqui'', concluiu.
O trabalho dos fiscais da ANP deve terminar hoje. Os nomes dos postos autuados e das revendas de gás não foram revelados.


