Operação começa em até 90 dias
A velocidade e a qualidade na transmissão de informações via satélite ou pela Infovia da Copel são as vantagens apontadas pelo presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, com a implantação do Teleporto de Londrina. A transmissão de imagens, vozes e dados deverá ocorrer em tempo real, agilizando o trabalho das empresas que precisam trocar informações entre suas unidades. ‘‘Um banco que tenha sua sede regional em Londrina poderá transmitir seus dados para a matriz com muito mais eficiência’’, exemplifica. Segundo Rubens Pavan essa transmissão de dados será muito mais veloz do que a operação feita hoje via Internet. As sucursais de um jornal como a Folha, por exemplo, terão mais agilidade ao transmitir suas matérias e fotografias para a sede da empresa em Londrina.
Dentro de 60 a 90 dias, A Sercomtel já quer colocar os serviços à disposição das grandes empresas e ir gradativamente ampliando a sua clientela. ‘‘Poderemos estabelecer um link com a Europa e os Estados Unidos’’, diz Pavan. Além do sistema de satélites, a rede de fibra ótica da Copel (Infovia) irá completar o sistema de transmissão de dados do Teleporto. Segundo o vice-presidente da Sercomtel e representante da Copel na Sercomtel, Paulo Cezar da Silva Machado, a infovia terá 3.500 quilômetros e aproximadamente 70% da rede já está concluída.
Estão em funcionamento os trechos entre Paranaguá, Curitiba, Maringá e Londrina. Ao sul, a infovia foi estendida até União da Vitória. A rede de fibras óticas está em obras entre Maringá e Cascavel e operando de Cascavel até Foz do Iguaçu. A ligação entre Cascavel e União da Vitória, passando pelas usinas de Foz do Iguaçu, deverá ser a última etapa da rede.‘‘ Se tudo correr bem, o anel deve estar pronto até outubro deste ano’’, acredita Machado. Até 2005 a rede de fibras óticas deverá estar ramificada, chegando diretamente aos clientes. A Infovia deverá custar R$ 150 milhões à Copel. (L.R.)

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