Operação integrada de fiscalização de agrotóxicos ilegais, realizada por órgãos ligados à agricultura e ao meio ambiente, na região Norte do Paraná durante essa semana, resultou na autuação de 22 produtores. Fiscais visitaram 260 propriedades rurais em 33 municípios e encontraram produtos, como herbicidas e fungicidas, contrabandeados ou falsificados. No volume de material apreendido consta 246 embalagens vazias - que configura o uso do produto - e 249 embalagens cheias, com pesos entre 100 gramas e 500 gramas. Os agricultores terão 15 dias para recorrer. A pena para esse tipo de infração é multa que varia de R$ 258 mil a R$ 2 milhões. Eles ainda poderão ser condenados por crime ambiental e detidos por até quatro anos.
Segundo Daniel Gonçalves Filho, superintendente estadual do Ministério da Agricultura (Mapa), o uso desses produtos irregulares reflete diretamente na saúde dos produtores e dos consumidores, além de provocar danos ao meio ambiente. Outro problema é que representam prejuízos ao agricultor por conta da baixa eficácia. Os agrotóxicos ilegais, conforme ele, não recebem a licença dos ministérios da saúde, meio ambiente e da agricultura para serem aplicados. ''Os produtores têm consciência que estão utilizando um produto ilegal, eles não são enganados'', aponta.
A quantidade de produto apreendida - 249 embalagens cheias - parece pequena mas representa um prejuízo muito grande, conforme Fernando Henrique Marini, gerente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). ''Apenas 4 gramas de determinados agrotóxicos podem ser utilizadas em uma área de 25 mil metros quadrados ou dois hectares e meio.''
O material apreendido essa semana no Paraná será encaminhado para o Ministério Público Federal e posteriormente incinerado. A operação, realizada durante toda a semana, também contou com o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Polícia Federal, Força Verde, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Receita Federal.

mockup