Operação apreende 40 mil maços de cigarro falsos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de abril de 2003
Denise Angelo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A Operação Varejo, desenvolvida pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) e pelas polícias Federal e Civil, apreendeu 40 mil maços de cigarro falsificados em estabelecimentos comerciais de Curitiba e municípios da região metropolitana. A operação, que foi realizada pela segunda vez na Grande Curitiba, teve três dias de duração e vistoriou 120 estabelecimentos comerciais. Em 60 foram encontrados cigarros falsificados.
A primeira fase da operação, entre os dias 10 e 14 de março, tirou de circulação mais de 25 mil maços de cigarros ilegais na capital e região. Durante a operação, foram presas quatro pessoas acusadas de vender cigarros falsificados ou contrabandeados. ''Os produtos contrabandeados, de origem do Paraguai e que entram no País sem recolher impostos, foram enviados para a Polícia Federal, que vai tomar as providências'', afirma o diretor de fiscalização da ABCF, Rodolpho Ramazzini.
Segundo ele, estudos comprovaram que os cigarros falsificados contêm uma série de produtos de uso proibido no Brasil, pelos prejuízos que causam para a saúde. Até mesmo restos de insetos foram encontrados nesse tipo de cigarro.
Além disso, os produtos falsificados fazem com que o governo perca arrecadação, já que a compra e a venda desses produtos são feitas sem nenhum controle fiscal. Estima-se que, por ano, o Brasil perde R$ 170 bilhões com cigarros clandestinos.
No Paraná, são vendidos cerca de 1,8 bilhão de cigarros ilegais por ano, o que representa 30% do total consumido. Segundo a entidade, 54% do comércio irregular ocorre em pontos de venda formais, enquanto os camelôs respondem por 46%. No ranking nacional, o Paraná participa com 4% do volume total do comércio de cigarros contrabandeados e ilegais. São Paulo ocupa a primeira colocação, com 23% de participação.


