Opep silencia e barril do petróleo chega a US$ 32,95
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quinta-feira, 15 de junho de 2000
Agência Folha De São Paulo 
Os preços do petróleo voltaram a subir ontem diante da falta de ação dos produtores mundiais para deter a escalada no valor do óleo. Em Nova York, o barril de petróleo para venda em julho fechou cotado a US$ 32,95, com alta de US$ 0,10 em relação ao dia anterior.
A cotação é a maior desde março passado, quando chegou a US$ 34,13. Só tinha chegado a níveis similares há nove anos, durante a Guerra do Golfo. Todos os olhos estão na Opep e no que a organização decidirá na próxima semana, durante sua reunião de 21 de junho em Viena, segundo os especialistas da casa corretora GNI de Londres.
O barril de petróleo do tipo brent (referência internacional) para venda em julho encerrou o dia a US$ 31,24 em Londres, com alta de US$ 0,24. Arábia Saudita e México conversaram anteontem para traçar um plano de ação, mas nada de concreto foi divulgado. Os dois países, que não revelaram suas estratégias, devem apresentar alguma proposta durante a reunião da Opep.
Às vésperas do evento, os produtores mundiais ainda não chegaram a um consenso. Parte dos exportadores culpa a alta demanda do petróleo nos EUA pela subida repentina no valor do óleo. Parte deles defende a elevação da oferta mundial do produto para regular os preços.
Um representante do setor na Venezuela disse que o país quer uma alta na produção de 500 mil barris diários. Os países produtores observam atentamente a alta das cotações, mas não querem cair na armadilha dos poderosos países que querem levar os preços para níveis que sirvam aos seus próprios interesses, disse quinta-feira o jornal saudita Al-Ryad, que reflete amplamente o ponto de vista oficial. (Com France Presse)


