Opep garante abastecimento e derruba preço
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segunda-feira, 17 de setembro de 2001
Das agências <br> De Washington e Londres 
A cotação do pe tróleo evoluiu de maneira irregu lar ontem em Londres, ao ritmo dos boatos que assolaram os mercados, muito nervosos depois dos atentados nos Estados Unidos, para fechar caindo abaixo dos US$ 29, à espera de um gesto de parte da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Às 16H11, o barril do Mar do Norte para entrega aproximada em novembro, referência no International Petroleum Exchange (IPE) de Londres, custava 28,45 dólares, contra 29,10 dólares na abertura e 29,43 dólares no fechamento de sexta-feira.
Em Nova York, onde o NYMEX reabriu suas portas esta segunda-feira pela primeira vez desde os atentados, para uma sessão mais curta, o preço do barril do cru de referência (light sweet crude) para entrega em outubro custava 28,75 dólares, em alta de 1,12 dólares em relação ao fechamento de segunda-feira passada. Depois da variação durante toda a manhã por causa dos rumores de movimentos de tropas de um lado para outro da fronteira entre Paquistão e Afeganistão, finalmente desmentidos por Islamabad, a cotação do cru perdeu brutalmente cerca de um dólar à tarde.
''A cotação caiu depois de rumores segundo os quais a Opep deu a entender que aceitaria preços reduzidos durante um período limitado para permitir a recuperação dos mercados financeiros'', explicou Robert Laughlin, operador da corretora GNI. A corretora ''desmentiu que os Estados Unidos tenham pedido mais petróleo ou preços mais baixos para a Opep, mas deu a entender que poderia ter uma proposta na mesa para a venda temporária de petróleo a peço reduzido''.
Para Terry Wilson, operador da corretora ABN Amro, ''alguns afirmaram que os ministros da Opep tinham se reunido com responsáveis americano no final de semana, e lhes prometeram aumentar sua produção num milhão de barris por dia''.
Uma hipótese que a organização, consultada pela agência France Presse em Viena, desmentiu. A Opep tomará uma decisão sobre seus níveis de produção em 26 de setembro durante sua próxima reunião em Viena, informou-se.
''Se as economias mundiais caírem na recessão por causa dos preços altos do petróleo, a Opep estaria prejudicando a si mesma'', estimou Peter Gignou, diretor do departamento do petróleo da Salomon Smith Barney.
Ontem, a Opep reiterou sua disposição de estabilizar os preços. ''Todos os membros estão prontos a levar adiante uma política de estabilização dos preços, aumentando a produção do cru se os preços dispararem'', declarou o ministro indonésio da Energia, Purnomo Yusgiantoro.


