Opep descarta aumento da produção de petróleo
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quarta-feira, 27 de setembro de 2000
France Presse De Caracas 
Em meio à uma febre mundial do petróleo começou ontem a 2ª reunião dos chefes da Opep. Apesar das pressões mundiais para fazer baixar as cotações do produto, o cartel descartou a hipótese de aumentar sua produção. O grande momento está sendo esperado para hoje, quando os presidentes aprovarão a Declaração de Caracas. O rascunho do documento foi aprovado ontem pela manhã pelos ministros de Petróleo, Finanças e Relações Exteriores do cartel, informou o titular da pasta do Petróleo do Irã, Bijan Zanganeh.
A reunião foi aberta com um discurso do presidente de Argélia, Abdelaziz Buteflika, em cujo país se realizou o primeiro encontro do cartel, em 1975. Logo depois a palavra foi passada ao presidente da Venezuela, Hugo Chaves.
Segundo fontes da Opep, o projeto da declaração final conclama à estabilização dos preços ao afirmar que o petróleo será um insumo acessível e disponível por muitos anos e se refere aos elevados impostos aplicados por algumas nações.
Também estabelece a necessidade de uma maior cooperação entre os países membros da Opep e as petroleiras estatais e pretende realizar este tipo de reunião a cada cinco anos.
Chávez manteve durante a noite de terça-feira e o dia de ontem reuniões bilaterais com as delegações que chegaram a Caracas. De acordo com o vice-chanceler venezuelano Jorge Valero, estas reuniões serviram para obter um consenso para o diálogo com os consumidores de óleo, que pedem para que o cartel aumente sua oferta para que as cotações baixem. A Opep descartou um aumento de sua produção ao afirmar que existe uma sobreoferta no mercado.
A cotação do Brent, o barril de petróleo do Mar do Norte, estava em alta em Londres ontem, valendo US$ 30,85, 43 centavos a mais do que no encerramento da terça-feira. Em Nova Iorque, o barril para em novembro teve alta de 25 centavos, valendo US$ 31,75.


