Opep decide manter oferta de petróleo no nível atual
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segunda-feira, 13 de novembro de 2000
Agência Folha De Viena 
A Opep, o cartel que reúne os principais produtores mundiais de petróleo, decidiu manter suas cotas nos níveis atuais, apesar do receio dos países importadores de que o aumento dos preços cause ainda mais inflação. Ministros dos países que exportam petróleo adiaram para hoje o encontro formal que teriam ontem, em Viena, em respeito ao acidente ocorrido nos alpes austríacos, que matou mais de 150 pessoas ontem. Mas as conversas informais entre os ministros prosseguiram ontem.
Mesmo com o preço do barril acima dos US$ 30 e sinais de risco de aumento da inflação nos países importadores, o tema da vez não é a elevação da oferta, mas sua provável redução no começo de 2001. Os ministros da Opep devem se reunir em 17 de janeiro para decidir se diminuem suas cotas.
O cartel está preocupado com a possibilidade de o excesso de petróleo disponível ao final do inverno no Hemisfério Norte levar a uma queda grande dos preços, como a de 98 quando, em dezembro, o barril chegou a US$ 10.
Ali Naimi, ministro da Energia da Arábia Saudita, país mais influente da Opep, afirmou ontem que a situação está sob controle.
O mesmo tem sido repetido por seus pares aos jornalistas de plantão, desde sexta-feira, na porta dos hotéis onde estão hospedados. Não precisamos aumentar a produção. A oferta é adequada e os estoques estão se refazendo, disse o ministro do Qatar, Abdullah al-Attiyah. Não acho que será preciso outro aumento este ano, afirmou o representante do Irã, Bijan Zanganeh. Este ano, a Opep elevou sua produção quatro vezes, em 16%.
Os ministros da Opep dizem que a alta dos preços do petróleo ocorre por causa do gargalo das refinarias e dos impostos cobrados pelos governos. Em países da Europa, os impostos representam até 75% do preço da gasolina.
Sem controleO diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, disse ontem que espera que o Congresso Nacional aprove no começo do ano que vem a emenda constitucional que cria um imposto seletivo sobre os combustíveis. Este imposto permitirá a desregulamentação do mercado, com a liberação da importação de combustíveis e o fim do controle de preços nas refinarias.


