Os ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiram ontem manter o nível de sua produção, apesar da possibilidade de o Iraque voltar a exportar o produto em breve por causa de um acordo na ONU, o que deve baixar a cotação do produto. Após reuniões na sede do cartel, em Viena, seu presidente, Chakib Khelil, disse que a Opep se reserva o direito de tomar qualquer medida para manter os preços estáveis. Ele pediu aos países que não são membros do grupo que continuem ajudando a Opep a minimizar a volatilidade dos preços.
Quanto à questão iraquiana, Khelil disse a volta de suas exportações terá um efeito psicológico de curto prazo nos preços. Ele acredita que o impacto já terá acabado no final do mês. O secretário-geral da Opep, Alí Rodriguez, disse que o grupo vai tentar tentar manter os preços dentro da banda. Ele se referia ao mecanismo de banda de preços que visa a manter o valor da cesta de referência do grupo dentro da faixa de US$ 22 a US$ 28 o barril.
O Iraque interrompeu as exportações em 3 de junho em razão de uma disputa sobre as sanções impostas pela ONU. O Iraque, no entanto, indicou que poderá retomar suas exportações em breve, caso a ONU prorrogue o programa de troca de petróleo por alimentos.
As cotações do produto nos mercados internacionais fecharam os pregões com tendências conflitantes. Em Nova York, os contratos para entrega em agosto tiveram alta de US$ 0,28 e fecharam em US$ 26,23 o barril. Já em Londres, o petróleo tipo Brent teve uma queda de US$ 0,34 e foi negociado a US$ 25,30.

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