Opep culpa impostos nos países consumidores pelos preços altos
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quinta-feira, 28 de setembro de 2000
Renato Andrade Agência Estado De Caracas 
Os líderes da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) encerraram ontem o encontro de cúpula culpando os impostos dos países consumidores pela alta no preço do produto. Mas eles ressaltaram que pretendem manter negociações para que se consiga um preço justo. A taxação excessiva em produtos derivados do petróleo representam a parte no preço final para os consumidores nos principais países consumidores, afirmaram os líderes no comunicado oficial do encontro, a Declaração de Caracas.
No encerramento do encontro, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que a Opep continuará comprometida com o fornecimento e fluxo regular de petróleo para o mercado internacional. A Opep vai contribuir com a estabilidade do mercado e o crescimento sustentado da economia mundial, garantiu. Ele insistiu, no entanto, em que os países consumidores precisam dar um sinal no sentido de contribuir para a estabilidade dos preços do barril de petróleo no mercado internacional. Os impostos constituem a maior parte do preço final dos derivados de petróleo.
O secretário-geral da Opep, Rilwanu Lukman, leu a Declaração de Caracas, documento que consolida os principais pontos defendidos pelos ministros da Opep durante a reunião na capital venezuelana. A declaração não traz como já era esperado nenhuma menção a novos aumentos de produção de petróleo. Os países-membros da organização garantem, no documento, que manterão o compromisso firme de continuar fornecendo regularmente petróleo ao mercado a preços justos.
No encontro, foi cogitada até a redução da oferta mundial de óleo cru se as cotações caírem no segundo trimestre de 2001, disse em entrevista coletiva o presidente do cartel e ministro da Energia da Venezuela, Alí Rodríguez. Temos um acordo segundo o qual se os preços do barril caírem abaixo dos US$ 22, a Opep reduzirá sua produção.
PreçosOs contratos de petróleo para novembro fecharam em US$ 30,34 o barril ontem em Nova York, com queda de US$ 1,12. Em Londres, o Brent para novembro também fechou em baixa, a US$ 29,26 por barril, recuo de US$ 1,28.


