Os líderes da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) encerraram ontem o encontro de cúpula culpando os impostos dos países consumidores pela alta no preço do produto. Mas eles ressaltaram que pretendem manter negociações para que se consiga um preço justo. ‘‘A taxação excessiva em produtos derivados do petróleo representam a parte no preço final para os consumidores nos principais países consumidores’’, afirmaram os líderes no comunicado oficial do encontro, a Declaração de Caracas.
No encerramento do encontro, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que a Opep continuará comprometida com o fornecimento e fluxo regular de petróleo para o mercado internacional. ‘‘A Opep vai contribuir com a estabilidade do mercado e o crescimento sustentado da economia mundial’’, garantiu. Ele insistiu, no entanto, em que os países consumidores precisam dar um sinal no sentido de contribuir para a estabilidade dos preços do barril de petróleo no mercado internacional. ‘‘Os impostos constituem a maior parte do preço final dos derivados de petróleo’’.
O secretário-geral da Opep, Rilwanu Lukman, leu a ‘‘Declaração de Caracas’’, documento que consolida os principais pontos defendidos pelos ministros da Opep durante a reunião na capital venezuelana. A declaração não traz – como já era esperado – nenhuma menção a novos aumentos de produção de petróleo. Os países-membros da organização garantem, no documento, que manterão ‘‘o compromisso firme de continuar fornecendo regularmente petróleo ao mercado a preços justos’’.
No encontro, foi cogitada até a redução da oferta mundial de óleo cru se as cotações caírem no segundo trimestre de 2001, disse em entrevista coletiva o presidente do cartel e ministro da Energia da Venezuela, Alí Rodríguez. ‘‘Temos um acordo segundo o qual se os preços do barril caírem abaixo dos US$ 22, a Opep reduzirá sua produção’’.
PreçosOs contratos de petróleo para novembro fecharam em US$ 30,34 o barril ontem em Nova York, com queda de US$ 1,12. Em Londres, o Brent para novembro também fechou em baixa, a US$ 29,26 por barril, recuo de US$ 1,28.

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